Finanças Autônomas com SAP: dados, IA e governança financeira

A área financeira já não pode depender apenas do fechamento para entender o que aconteceu. Em operações complexas, esperar o fim do ciclo pode significar identificar tarde demais desvios, inconsistências e oportunidades de correção. Hoje, muitas empresas ainda operam com dados distribuídos entre sistemas, planilhas e e-mails. Além disso, processos manuais dificultam a visibilidade, aumentam o retrabalho e consomem tempo das equipes. Boa parte da rotina fica concentrada na consolidação de informações, enquanto análises mais estratégicas perdem espaço. Esse não é apenas um tema de tecnologia. É um desafio operacional. Para ganhar previsibilidade e controle, a área financeira precisa conectar melhor informações, processos e decisões. Isso exige bases confiáveis, fluxos integrados e regras claras desde o início. Nesse contexto, as Finanças Autônomas com SAP ganham relevância. Elas combinam dados, automação, inteligência artificial e governança para apoiar uma operação financeira mais analítica, controlada e preventiva. Esse avanço também está ligado ao uso de IA agêntica. Nesse modelo, assistentes e agentes apoiam a execução de tarefas dentro de fluxos definidos, com rastreabilidade, limites de atuação e responsabilidades claras. A seguir, entenda como esse modelo funciona e por que ele pode elevar o papel da área financeira na tomada de decisão. O que são Finanças Autônomas com SAP? Finanças Autônomas com SAP combinam dados, automação, IA agêntica e governança para tornar a rotina financeira mais conectada, previsível e eficiente. O modelo aproxima informação, decisão e ação dentro da operação. Com dados integrados, Joule, assistentes e agentes com regras definidas, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de consulta. Ela passa a apoiar análises, simulações, acompanhamento de exceções e execução de fluxos dentro dos controles da empresa. Podemos entender essa lógica a partir de três dimensões complementares. O Joule atua como uma camada de interação. Por meio dele, as pessoas podem expressar intenções, fazer perguntas, acompanhar informações e acionar assistentes e agentes de forma mais natural. A SAP Autonomous Suite representa o núcleo operacional, onde processos corporativos, incluindo finanças, são executados de ponta a ponta. Já a SAP Business AI Platform funciona como a base para construir, contextualizar e controlar aplicações de IA conectadas aos dados, processos e controles do negócio. Essa estrutura parte do núcleo operacional da empresa. Os dados financeiros, os processos e os controles já estão dentro do ambiente SAP. Portanto, a inteligência é construída sobre essa base, não sobreposta a ela. Isso melhora a qualidade das respostas que a IA consegue entregar, porque o contexto de negócio está presente desde a origem. Dessa forma, a área financeira deixa de atuar apenas a partir de análises retrospectivas e passa a enxergar melhor cenários, desvios, exceções e oportunidades de melhoria. Por que esse tema importa para a área financeira? Em muitas empresas, a rotina financeira ainda envolve esforço manual, conciliações complexas, dados inconsistentes e baixa visibilidade sobre caixa, planejamento e execução. Esse modelo consome tempo com conferência, consolidação e correção de informações. Como consequência, decisões estratégicas podem ser tomadas com atraso ou com uma visão limitada da realidade operacional. Com as Finanças Autônomas com SAP, a área ganha melhores condições para atuar de forma analítica, preventiva e próxima das decisões do negócio. O foco deixa de estar somente na apuração do que já aconteceu e passa a incluir uma leitura mais qualificada de cenários, prioridades e impactos sobre eficiência, margem e crescimento. Esse valor aparece em diferentes frentes: Visibilidade financeira: dados integrados para reduzir decisões baseadas em informações fragmentadas. Eficiência operacional: menos esforço manual em conciliações, conferências, fechamentos e acompanhamento de exceções. Previsibilidade: mais capacidade de identificar desvios, riscos e tendências antes que afetem a operação. Governança e conformidade: automação com rastreabilidade, regras, autorizações e responsabilidades bem definidas. Decisão orientada por dados: finanças mais próximas da estratégia, com informações confiáveis para apoiar o negócio. Joule além do chat: interação, contexto e ação Um ponto importante desse modelo é entender que o Joule não se limita a uma experiência de chat. No contexto financeiro, ele pode apoiar conversas, espaços de trabalho e criação de agentes. Assim, as equipes acessam informações, acompanham indicadores e acionam fluxos de forma mais integrada à rotina. Para entender melhor como essa interação pode acontecer na prática, veja também o conteúdo sobre Joule no SAP S/4HANA Public Cloud e seu catálogo de comandos. Um profissional pode pedir orientação sobre uma conciliação de fim de mês, acompanhar KPIs financeiros ou configurar um agente para monitorar pagamentos em atraso, divergências e pendências críticas. A lógica é simples: as pessoas direcionam, os assistentes coordenam e os agentes executam dentro dos controles definidos pela empresa. Isso não substitui a equipe financeira. Pelo contrário, fortalece sua atuação ao aproximar orientação, execução e controle em um mesmo fluxo de trabalho. Onde as Finanças Autônomas podem ser aplicadas? As Finanças Autônomas podem ser aplicadas em diferentes frentes da operação financeira, como planejamento, fechamento contábil, tesouraria, contas a pagar, contas a receber, impostos, auditoria, governança e conformidade. Essas aplicações fazem mais sentido quando estão conectadas a processos ponta a ponta, como pedido a fatura, fatura a caixa, fatura a pagamento, registro a relatório, consolidação, tesouraria e planejamento integrado. A prioridade deve estar nos processos em que a combinação entre impacto para o negócio, viabilidade técnica e controle operacional justifica a adoção. Tecnologia fora do processo certo é custo. Dentro dele, é resultado. Em finanças, IA e automação só geram valor quando estão conectadas a fluxos bem definidos. Por isso, a questão central não é somente qual tecnologia usar, mas onde ela faz sentido dentro da realidade da empresa. Governança é parte da eficiência Em finanças, automação sem controle não é ganho de eficiência. É exposição. Processos financeiros envolvem dados sensíveis, regras contábeis, políticas internas, auditoria e exigências regulatórias. Qualquer avanço precisa considerar segurança, rastreabilidade, autorizações, conformidade e monitoramento contínuo. Por essa razão, os agentes precisam ter limites desde a origem. Eles devem atuar dentro das políticas da empresa, respeitando autorizações, regras de negócio e critérios de segurança definidos pela organização. Quando esses critérios estão bem estruturados, a empresa ganha confiança para aplicar IA e automação
GFT conclui aquisição da especialista em SAP Megawork antes do planejado

GFT Technologies SE já concluiu a aquisição da especialista brasileira em SAP Megawork em setembro Stuttgart / São Paulo, 30 de setembro de 2025 – A GFT Technologies já concluiu a aquisição da especialista brasileira em SAP Megawork em setembro. A finalização da operação estava originalmente prevista para o quarto trimestre de 2025. Com esta aquisição, a GFT fortalece sua posição de mercado no segmento de SAP Cloud ERP de alta margem e expande seu portfólio com serviços altamente especializados em migração, suporte e integração. A Megawork é uma das principais parceiras SAP do Brasil, com mais de 20 anos de experiência e mais de 400 clientes – uma base sólida para um crescimento contínuo em um ambiente de mercado dinâmico. Outra vantagem estratégica vem da integração do Wynxx, o produto GenAI da GFT, aos serviços SAP da Megawork. Isso aprimora a automação, acelera as implementações e reduz o tempo de retorno para os clientes. Além disso, os portfólios complementares de clientes de ambas as empresas abrem oportunidades significativas de vendas cruzadas, permitindo que a GFT entre em novos setores, como saúde, setor público e serviços públicos. “Este rápido fechamento é um forte sinal da nossa capacidade de executar nossa estratégia de expandir nossos serviços de alto valor agregado com ISVs globais, como a SAP”, disse Marco Santos, CEO Global da GFT. “Isso nos permite impulsionar a integração rapidamente e oferecer aos nossos clientes uma gama expandida de serviços antes do planejado. Dada a demanda global persistentemente forte por serviços SAP, vemos um potencial significativo para um maior crescimento da receita e da lucratividade.” A aquisição faz parte da estratégia de crescimento da GFT, que se concentra em serviços de alta margem e criação de valor. Este press release também está disponível para download na sala de imprensa da GFT Imprensa – GFT BrasilADS Comunicação Corporativa Marcelo Domingues marcelod@adsbrasil.com.br +55 (11) 9.9165-9076 Thiago de Araújo thiagoa@adsbrasil.com.br +55 (11) 9.6142-3951 Meire Nery meiren@adsbrasil.com.br +55 (11) 9.9103-7527 Imprensa Dr Markus MüllerGroup Public RelationsGFT Technologies SESchelmenwasenstraße 3470567 StuttgartGermany+49 711 62042-344markus.j.mueller@gft.com Investores Andreas HerzogInvestor RelationsGFT Technologies SESchelmenwasenstraße 3470567 StuttgartGermany+49 711 62042-383Andreas.Herzog@gft.com Sobre a GFT A GFT Technologies é uma empresa global de transformação digital centrada em IA. Desenvolvemos soluções avançadas de transformação de dados e IA, modernizamos arquiteturas tecnológicas e desenvolvemos sistemas essenciais de última geração para líderes dos setores de Bancos, Seguros, Manufatura e Robótica. Em parceria com nossos clientes, expandimos os limites para liberar todo o seu potencial. Com profundo conhecimento do setor, tecnologia de ponta e um forte ecossistema de parceiros, a GFT oferece soluções responsáveis centradas em IA que combinam excelência em engenharia, entrega de alto desempenho e eficiência de custos. Isso nos torna um parceiro confiável para impacto sustentável e sucesso do cliente. Nossa equipe de mais de 12.000 especialistas em tecnologia opera em mais de 20 países em todo o mundo, oferecendo oportunidades de carreira na vanguarda da inovação em software. A GFT Technologies SE (GFT-XE) está listada no índice SDAX da Bolsa de Valores Alemã. Let’s Go Beyond_ www.gft.com/br/ptwww.gft.com/br/pt//blogwww.linkedin.com/company/gft-technologiesx.com/gft_tech Sobre a Megawork A Megawork é uma parceira confiável de transformação digital centrada em SAP, sediada no Brasil. Apoiamos empresas líderes em Utilities, Manufatura, Mineração, Serviços Profissionais e Distribuição na geração de valor para os negócios por meio da migração para o SAP Cloud ERP (S/4HANA), automação inteligente, conformidade tributária e arquiteturas modernas em nuvem, utilizando SAP BTP e IA. Com mais de 30 anos de experiência, a Megawork combina profundo conhecimento do setor, excelência técnica e uma metodologia proprietária para fornecer soluções de ERP escaláveis, em conformidade com as normas e orientadas à inovação. Trabalhamos em estreita colaboração com os clientes para acelerar sua maturidade digital, otimizar as operações e se adaptar aos desafios de negócios em constante evolução. Como SAP Gold Partner certificada, a Megawork é reconhecida como Líder no ISG Provider Lens™ – Transformação de Sistemas SAP S/4HANA (Mercado Médio) pelo quinto ano consecutivo. Este reconhecimento reflete nossa excelência em estratégias de execução, automação e adoção da nuvem em todo o mercado latino-americano. www.linkedin.com/company/megaworkwww.instagram.com/megaworkconsultoria
Humanos e máquinas: um futuro colaborativo? Por Cezar Taurion

Outro dia estava pensando nos meus netos e como seria a futura vida profissional deles. Sei que eles não usam e jamais usarão teclado e mouse. E que não precisarão aprender a dirigir. A Internet e os apps (e os wearables!) já fazem parte de sua vida e cada vez mais estarão vivendo em um mundo digital, com novos hábitos sociais e comportamentais. O avanço da automação e da IA vai mudar em muito as profissões atuais. O impacto da robotização chegando às áreas de conhecimento muda radicalmente nossa percepção sobre automação. Antes era consenso que automação afetaria apenas as atividades operacionais, como nas linhas de produção. Mas agora percebemos que podemos vê-la atuando em atividades mais mentais do que manuais, que envolvem tomadas de decisões, que tradicionalmente abrange pessoas com formação universitária e são responsáveis pelo extrato profissional considerado superior. Parece impossível? A cada dia surgem mais evidências que esta mudança está bem mais próxima que pensamos. E breve chegará o dia em que a automação poderá substituir pessoas nas tomadas de decisões nos negócios. As máquinas poderão substituir administradores que atualmente confiam em instinto, experiência, relações e incentivos financeiros por desempenho, para tomar decisões que algumas vezes levam a resultados muito ruins. Este cenário vai nos obrigar a mudar muitas profissões e obviamente a redesenhar a formação acadêmica para enfrentar este desafio. Estamos realmente formando as pessoas para as profissões do futuro? O primeiro passo é reconhecer que algumas atividades serão substituídas por máquinas. Mas em muitas outras, as máquinas nos complementarão. Mas isso significa que temos que expandir nossos conhecimentos, pois as atividades básicas de muitas profissões serão automatizadas. O diferencial humano estará na nossa capacidade de criatividade, flexibilidade, emotividade, motivação, liderança, relações interpessoais, ponderação, empatia e senso comum. Infelizmente a atual formação acadêmica não enfatiza muitos destes aspectos em seus conteúdos programáticos. Por exemplo, a tecnologia nos ajuda muito na análise de dados, mas a tomada de decisões exige retórica e poder de síntese. Se o processo decisório for meramente automático, a máquina assumirá 100% do trabalho. Nós, humanos, devemos nos concentrar no pensamento macro e abstrato.A máquina não tem consciência. Essa é a diferença. Quando Watson ganhou o Jeopardy, ele não saiu para comemorar o feito com seus amigos. Atividades que já se tornaram praticamente robotizadas como atendimento de call center, consultores financeiros e de vendas, que seguem rigidamente scripts pré-definidos não terão espaço na disputa com sistemas de IA. Afinal seguir um esquema pronto uma máquina pode fazer e até melhor, pois pode considerar inúmeras outras variáveis, consultando em tempo real informações dispersas em dezenas de bancos de dados. Mas a capacidade de ouvir, refletir e criar vão tornar a função humana diferenciada. Assim, este cenário cria novas funções, elimina outras e transforma as demais. Não podemos pensar única e exclusivamente em uma disputa por espaço humanos versus máquina, mas como expandir nossas habilidades únicas com apoio delas. Sermos colaborativos! Estamos vivendo um ponto de inflexão e precisamos entender a exponencialidade das inovações transformacionais que estão sobre nós. Mudanças nas profissões e na formação profissional será inevitável. Quanto mais cedo entendermos os impactos das mudanças, mais preparados estaremos. Texto escrito por: Cezar Taurion Saiba mais sobre a Megawork: https://www.megawork.com.br/
Não se negocia com a disrupção. Ela chega e pronto! Por Cezar Taurion

Os executivos estão preocupados, e com razão, com a disrupção provocada pelas tecnologias digitais. Afinal de contas, uma startup ou empresa de tecnologia pode fazer com seu negócio e com seu setor o que os smartphones fizeram com a indústria da fotografia, o que o comércio eletrônico está fazendo com o varejo e o que as fintechs estão ameaçando fazer com os bancos. A percepção é que os avanços tecnológicos exponenciais, se já não mudaram significativamente ou reestruturaram completamente a concorrência em seu setor nos últimos anos, o farão isso nos próximos cinco. Mas, afinal, por que ocorre a disrupção? A disrupção ocorre não apenas porque surgiu uma nova tecnologia e uma startup disruptora, mas a empresa ou setor que sofre a disrupção já estava vulnerável. A indústria de discos baseada em venda de CDs gerava insatisfação para seus clientes. Os táxis ofereciam péssimo serviço, e as empresas de TV por assinatura sempre foram muito rígidas nas suas ofertas de pacotes para os seus clientes. Ao não reconhecerem suas vulnerabilidades e não entenderem o crescimento exponencial que a digitalização permite, reagiram de forma linear, com as mesmas táticas que sempre adotaram e com isso acabaram por acelerar seu próprio declínio. Reagir de forma imediatista, sem compreender a essência da digitalização é tão ruim quanto a complacência ou a inação. As mudanças tecnológicas são realidade e não podem ser menosprezadas. De maneira geral quando o modelo de negócios prevalecente de uma indústria sofre disrupção, o resultado é um deslocamento do valor de mercado das atuais empresas para as empresas disruptoras. Por exemplo, quando a Apple provocou um tsunami na indústria de música, em meados dos anos 2000, o valor de mercado da Apple suplantou as empresas que dominavam o setor, como as gravadoras Sony, Warner e Universal. A disrupção provocada pela transformação digital afetará de forma mais intensa e bem mais rápido A maioria das empresas, muitas das quais ainda estão relutantes em reconhecer este cenário. Quanto mais dependente de inovação tecnológica for o setor, mais rápido é o fenômeno da disrupção. Assim, muitos executivos consideram que como seus setores são “laggards” ou “ late adopters” de tecnologias, estão relativamente a salvo e que estas transformações só virão quando eles já estiverem aposentados. Olhando para o lado veem seus concorrentes também meio parados. Isso lhes dá uma sensação de falsa segurança, de que esta tal transformação digital não os afetará tão cedo. Infelizmente estão errados. A transformação digital tem duas características que a distinguem do atual ambiente competitivo: a velocidade e amplitude das mudanças. Um exemplo é o WhatsApp que em poucos anos destruiu o mercado bilionário das mensagens de texto – SMS – das operadoras de telefonia móvel. Impressionante é o fato que o WhatsApp e anteriormente o Skype, não surgiram de dentro das operadoras, que se acomodaram em seus modelos de negócio, e ignoraram os anseios dos seus clientes. Exatamente como as gravadoras e seus CDs. As maiores fontes de ruptura para empresas e setores atuais não vem dos seus concorrentes diretos, mas de empresas de outros setores, e principalmente de startups. As startups são ameaças pois são mais ágeis, inovadoras e em seu DNA está a essência da experimentação e riscos, o que não acontece com a maioria das grandes empresas. Mesmo os pontos fortes das grandes corporações não são garantias de segurança. De maneira geral, as grandes corporações se escudam em acesso ao capital, sua marca forte e imensa base de clientes. Mas empresas que tinham tudo isso, ignoraram a vulnerabilidade do seu setor e sofreram consequências, como a Kodak, BlockBuster e mais recentemente a Toys R Us. O artigo “How Toys ‘R’ Us Neglected The Web” mostra que ignorar um tsunami não é uma boa decisão. O cenário de transformação digital não é apenas o mundo dos Facebook, Google e outras empresas da Internet. Afeta a todos os setores de indústria, sejam bancos, empresas do setor farmacêutico ou manufaturas. Ficar inerte, escudado na regulação ou nas desculpas acomodadas que ouvimos muito, como “primeiro preciso arrumar a casa” não vão proteger a empresa. Não se negocia com disrupção. Ela simplesmente vem e passa por cima de negócios solidamente estabelecidos há décadas. Por outro lado, o ritmo de disrupção, o tempo que ela leva para aparecer e provocar impacto, tende a ser muito mais lento do que a percepção geral sugere e, portanto, abre espaço para as empresas atuais reagirem. A atual disrupção no setor de varejo americano, em que o valor econômico está se movendo para as empresas online, como a Amazon, tem sido dramática, mas levou mais de uma década para chegar ao ponto de inflexão. O que aconteceu é que as empresas tradicionais não identificaram os sinais de disrupção e não reagiram à tempo. A indústria automotiva está no início de tal período. Mudanças maciças parecem ser inevitáveis: carros elétricos, conectados, veículos autônomos, avanços na tecnologia de bateria e outros. Mas essas mudanças provavelmente levarão décadas para serem totalmente adotadas. Muitos fatores críticos afetam o seu ritmo de adoção, como a dificuldade de projetar veículos que possam rodar em uma grande variedade de terrenos e condições climáticas. As montadoras estabelecidas criaram vantagens fundamentais em design, fabricação, distribuição, vendas e financiamento, dificultando a entrada de novos concorrentes. A transição também exigirá novos tipos de oficinas de manutenção e reparo de automóveis, novas empresas de gerenciamento de frotas, novas formas de seguro e novos regulamentos de trânsito e segurança. Além disso, há uma gigantesca base instalada para considerarmos: pode demorar 30 anos ou mais para substituir toda a frota mundial de automóveis com motor à combustão por veículos elétricos autônomos. As montadoras, tem, portanto, tempo para criar uma posição vantajosa para si, mas se começarem agora. Ao sentir a ameaça de disrupção, em vez de entrar em pânico e sair dando tiro para tudo quanto é lado, analise se seus pontos fortes podem ajudar a desenhar uma estratégia de defesa, contra-ataque, e até mesmo permitir você mesmo provocar a disrupção. O que fazer? Analise as vantagens
Próximas etapas na Transformação Digital

O que é a transformação digital? A transformação digital está diretamente relacionada à mudança em curso da economia digital, que se traduz na interconexão em tempo real de indivíduos, empresas e sociedade, com respaldo da tecnologia. Pense nos recursos avançados que estão modificando a natureza dos negócios: Hiperconectividade – decorrente das comunicações a qualquer hora e lugar; Poder computacional ilimitado, disponibilizado pelas diversas plataformas; Computação em nuvem, com acesso facilitado a softwares e serviços hospedados; Proliferação de sensores e dispositivos móveis, que oferecem novas e contínuas fontes de informação, bem como meios de acessá-las; Avanços na segurança cibernética, que garantem acesso confiável e uso de informações essenciais, minimizando vulnerabilidades internas e externas. Quase todas as pequenas (com 10-99 colaboradores) e médias (com 100-999 colaboradores) empresas já implantaram alguns desses recursos de transformação digital: software de colaboração, recursos poderosos de computação e comunicações, computação em nuvem. Mas, ainda é necessário haver implantação e integração efetivas para que o desempenho empresarial alcance outro patamar. Para ler o estudo completo feito pela IDC, acesse aqui gratuitamente (dispensa o preenchimento de formulários). Veja também mais posts em nosso blog: https://megazine.com.br/