Reforma Tributária e SAP: o que as empresas precisam saber

A reforma tributária tem sido um dos temas mais debatidos no cenário empresarial brasileiro, trazendo expectativas, incertezas e desafios para todas as indústrias. Apesar do avanço nas discussões, ainda há pontos críticos que exigem mais análise por parte do governo. Só então empresas poderão implementar mudanças com segurança. Na Megawork, temos acompanhado de perto esse cenário e entendemos que ainda é cedo para adaptações definitivas. No entanto, um fator importante a ser considerado é que o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), proposto na reforma, já é amplamente adotado em diversos países – e o SAP, como sistema de gestão global, tem plena capacidade de operar estruturalmente nesse conceito. No entanto, se isso indica que a plataforma já possui a estrutura necessária para suportar a transição, atualizações e adaptações serão necessárias para a realidade brasileira, conforme a regulamentação vigente. Conheça as modificações  e saiba como se adequar a elas! Notas disponíveis no SAP Support As três principais notas liberadas até o momento são: 3561376 – Nota central para acompanhar as atualizações da reforma tributária. Recomendamos adicioná-la aos favoritos, pois será constantemente atualizada. 3552901 – Atualização do código das funções J1B*N. 3552903 – Pré-requisitos técnicos para ajustes em domínios e estruturas de dados. A nota 3561376 oferece orientações sobre os pré-requisitos necessários de support package para versões do SAP, desde o ECC até o S/4HANA. Isso é essencial para empresas que utilizam versões mais antigas, pois pode ser necessário um upgrade no SAP. LEIA TAMBÉM: SAP S/4HANA para utilities: backoffice preciso e inviolável para prestação de contas SAP DRC: a solução para conformidade no novo cenário tributário Com o fim do suporte da parte de SAP GRC Nfe (SAP Electronic Invoicing for Brazil) em 31 de dezembro de 2025, a substituição pelo DRC Outbound Invoicing (SAP Nfe Cloud) se torna essencial. O DRC oferece: Base na nuvem: atualizações automáticas e flexibilidade para mudanças regulatórias. Split payment: gestão automática de pagamentos com recolhimento direto ao fisco. Relatórios fiscais modernos: layouts adaptados às novas exigências legais. Integração com autoridades fiscais: maior transparência e eficiência. A transição do GRC para o DRC é um passo essencial para empresas que desejam estar preparadas para as novas exigências fiscais. Atenção para quem está no ECC: o suporte será descontinuado em 2027. Vale a pena considerar a conversão para o S/4HANA antes de realizar o upgrade. Implementação das notas técnicas SAP para reforma tributária: Duas notas foram destacadas para implementação: 3552903 (Pré-requisitos técnicos): atualizou o domínio J_1BTAXGRP, adicionando novas entradas para os impostos IBS (estadual e municipal), CBS (federal) e IS (imposto seletivo). 3552901 (Atualização do código J1B*N): incluiu passos manuais para configurar um BC-Set com novos Tax Types relacionados às Notas Fiscais. Após a aplicação dessas notas, a J1BTAX agora conta com três novos grupos de impostos: CBS: contribuição sobre Bens e Serviços. IBS: imposto sobre Bens e Serviços. IS: imposto Seletivo. Até o momento, as atualizações não contemplam ajustes em módulos como MM, SD, DRC NFe, GRC NFe ou Taas, e novos campos nas tabelas J_1BNF*. Estratégias de adaptação à reforma tributária para empresas com SAP Por enquanto, sugerimos entender o impacto das notas no seu dia a dia e aguardar novas evoluções para consolidar a estratégia de implementação. Para se preparar para a Reforma Tributária, as empresas devem: Avaliar os processos de negócio impactados, como faturamento, compras e contabilidade. Capacitar as equipes para implementar as mudanças. Contar com uma consultoria especializada para suporte na migração e customização dos sistemas SAP, que entenda da sua indústria. Cronograma de implementação da Reforma Tributária A implementação da Reforma será gradual do início de 2026 até 2033, permitindo adaptações progressivas. Empresas que utilizam SAP devem antecipar sua modernização para garantir conformidade fiscal e maior eficiência operacional. Entendemos que esse é o momento de você ter um parceiro de confiança para estar junto com você para implementação, suporte e melhorias, para que você já possa o mais rápido possível entender se a melhor estratégia para a sua empresa é aguardar novas informações ou então já iniciar uma implementação. Na Megawork, estudamos continuamente os impactos da reforma tributária para diferentes setores, como utilities, manufatura, serviços, mineração, siderurgia, atacado e distribuição. Nosso objetivo é entender a realidade de cada indústria e cliente para criar as melhores soluções. Depois de conferir o que tornou a Megawork líder no ISG Provider Lens quadrant report e referência na consultoria de soluções SAP, acesse o formulário abaixo e tire todas as dúvidas para essa mudança que irá transformar o backoffice do mercado brasileiro!

Empresas reduzem tempo gasto em pagar tributos com a Reforma Tributária, diz estudo

Empresas reduzem tempo gasto em pagar tributos com a Reforma Tributária

Além de requerer uma fatia do lucro das empresas, a alta carga tributária no Brasil exige foco, dedicação e muitas horas de trabalho dos departamentos contábeis. Atualmente, o país ocupa a 124ª posição no ranking geral do Doing Business, que mensura, avalia e compara as regulamentações aplicáveis às empresas e o seu cumprimento em 190 economias do mundo. Contudo, esse cenário pode mudar com a aprovação de uma reforma tributária. Tanto a PEC 45 quanto a PEC 110 têm potencial de simplificar e otimizar os processos contábeis, acelerando as entregas. De acordo com pesquisa realizada pela Endeavor, considerando o texto original das duas propostas de reforma tributária, a produtividade e a rotina de trabalho dos departamentos tributários será transformada em qualquer um dos cenários mapeados.​   Alta carga tributária no Brasil exige horas a fio de trabalho No relatório da Doing Business, quando o indicador analisado é o número de horas gastas pelas empresas para pagamento de tributos, o Brasil encontra-se na última posição entre os 190 países, com 1.501 horas anuais. O tempo total direcionado para compliance tributário no Brasil é cinco vezes maior que a média da América Latina (317,1 horas/ano) e dez vezes maior que a média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (158,8 horas/ano). Das 1.501 horas gastas anualmente pelas empresas brasileiras com o pagamento de tributos, 885 são dedicadas ao pagamento de tributos indiretos, de acordo com o Doing Business. É claro que tamanha carga tributária também dificulta a geração de novos negócios e oportunidades. No ranking geral do estudo, o Brasil ocupa a 124ª posição entre 190 países do estudo anual do Banco Mundial que analisa a facilidade de concretizar negócios. Já no quesito pagamento de impostos, o Brasil fica na 184ª posição, entre o Congo (183) e a Guiné (185).   Mas, afinal, qual o esforço das empresas para a gestão tributária? Um estudo, realizado pela Endeavor, avaliou quanto tempo as empresas gastariam preparando, declarando e pagando impostos sobre consumo, considerando as principais mudanças previstas nas Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) para a reforma tributária. Hoje, no Brasil, as empresas destinam 885 horas por ano para as tarefas contábeis relacionadas apenas aos tributos sobre bens e serviços. A análise da Endeavor, feita a partir da metodologia usada no relatório Doing Business, mostrou que tanto a PEC 45 quanto a PEC 110 têm potencial de transformar essa realidade. Isso porque, com a unificação de PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI em um só Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), será possível reduzir o tempo destinado para demandas tributárias em 68%. Ou seja, a queda projetada é de 885 horas atuais para 285 horas por ano no pós reforma tributária. Em síntese, com qualquer uma das propostas de reforma tributária ampla aprovada, a redução de 68% no tempo de compliance fiscal dos tributos indiretos para as empresas é muito expressiva. São 600 horas por ano que o departamento tributário pode canalizar para tarefas mais estratégicas e relevantes. De todo modo, em cenário pós reforma tributária, os departamentos fiscais terão uma nova realidade. Em alguma medida, a complexidade da gestão tributária deve permanecer. Porém, outros ganhos serão rapidamente sentidos. Automatização de processos, unificação do modelo de emissão das notas fiscais, simplificação da gestão de compliance fiscal e redução do número de entregáveis são alguns dos ganhos previstos.   Como está a reforma tributária? Com uma projeção tão otimista sobre os impactos positivos de ambas as PECs, a essa altura você deve estar se perguntando: como está o andamento da reforma tributária no Brasil? Atualmente, três projetos estão em tramitação: Proposta de Reforma Tributária do governo: prevê a extinção das contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Além disso, cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 12%, semelhante a um imposto sobre valor agregado (IVA) moderno. O Projeto de Lei 3.887/2020 aguarda votação na Câmara dos Deputados. PEC 110/2019: elimina nove tributos e cria dois novos impostos. O primeiro é sobre bens e serviços (IBS), semelhante aos impostos sobre valor agregado em países desenvolvidos. Já o segundo é um imposto específico sobre alguns bens e serviços. A PEC 110/2019 está em análise na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). PEC 45/2019: prevê a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um único imposto sobre bens e serviços (IBS) com alíquota uniforme com tributação no destino. Exportações e investimentos devem ser desonerados. A PEC 15/2019 está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. A crise sanitária, gerada pela pandemia da COVID-19, e o alto grau de endividamento das empresas devem contribuir para a definição da reforma tributária em breve. Essa é uma demanda urgente do governo e do Brasil.   FONTE: Blog Thomson Reuters