Humanos e máquinas: um futuro colaborativo? Por Cezar Taurion

Outro dia estava pensando nos meus netos e como seria a futura vida profissional deles. Sei que eles não usam e jamais usarão teclado e mouse. E que não precisarão aprender a dirigir. A Internet e os apps (e os wearables!) já fazem parte de sua vida e cada vez mais estarão vivendo em um mundo digital, com novos hábitos sociais e comportamentais. O avanço da automação e da IA vai mudar em muito as profissões atuais. O impacto da robotização chegando às áreas de conhecimento muda radicalmente nossa percepção sobre automação. Antes era consenso que automação afetaria apenas as atividades operacionais, como nas linhas de produção. Mas agora percebemos que podemos vê-la atuando em atividades mais mentais do que manuais, que envolvem tomadas de decisões, que tradicionalmente abrange pessoas com formação universitária e são responsáveis pelo extrato profissional considerado superior. Parece impossível? A cada dia surgem mais evidências que esta mudança está bem mais próxima que pensamos. E breve chegará o dia em que a automação poderá substituir pessoas nas tomadas de decisões nos negócios. As máquinas poderão substituir administradores que atualmente confiam em instinto, experiência, relações e incentivos financeiros por desempenho, para tomar decisões que algumas vezes levam a resultados muito ruins. Este cenário vai nos obrigar a mudar muitas profissões e obviamente a redesenhar a formação acadêmica para enfrentar este desafio. Estamos realmente formando as pessoas para as profissões do futuro? O primeiro passo é reconhecer que algumas atividades serão substituídas por máquinas. Mas em muitas outras, as máquinas nos complementarão. Mas isso significa que temos que expandir nossos conhecimentos, pois as atividades básicas de muitas profissões serão automatizadas. O diferencial humano estará na nossa capacidade de criatividade, flexibilidade, emotividade, motivação, liderança, relações interpessoais, ponderação, empatia e senso comum. Infelizmente a atual formação acadêmica não enfatiza muitos destes aspectos em seus conteúdos programáticos. Por exemplo, a tecnologia nos ajuda muito na análise de dados, mas a tomada de decisões exige retórica e poder de síntese. Se o processo decisório for meramente automático, a máquina assumirá 100% do trabalho. Nós, humanos, devemos nos concentrar no pensamento macro e abstrato.A máquina não tem consciência. Essa é a diferença. Quando Watson ganhou o Jeopardy, ele não saiu para comemorar o feito com seus amigos. Atividades que já se tornaram praticamente robotizadas como atendimento de call center, consultores financeiros e de vendas, que seguem rigidamente scripts pré-definidos não terão espaço na disputa com sistemas de IA. Afinal seguir um esquema pronto uma máquina pode fazer e até melhor, pois pode considerar inúmeras outras variáveis, consultando em tempo real informações dispersas em dezenas de bancos de dados. Mas a capacidade de ouvir, refletir e criar vão tornar a função humana diferenciada. Assim, este cenário cria novas funções, elimina outras e transforma as demais. Não podemos pensar única e exclusivamente em uma disputa por espaço humanos versus máquina, mas como expandir nossas habilidades únicas com apoio delas. Sermos colaborativos! Estamos vivendo um ponto de inflexão e precisamos entender a exponencialidade das inovações transformacionais que estão sobre nós. Mudanças nas profissões e na formação profissional será inevitável. Quanto mais cedo entendermos os impactos das mudanças, mais preparados estaremos. Texto escrito por: Cezar Taurion Saiba mais sobre a Megawork: https://www.megawork.com.br/
Veja as tecnologias que serão fundamentais para o futuro do Supply Chain

O desafio para o setor Supply Chain é grande, a cadeia de suprimentos vive um momento em que as demandas estão cada vez mais urgentes. Tornar o trabalho mais produtivo, realizar o gerenciamento com qualidade em todos os processos é fundamental. O futuro do segmento exigirá atualizações e atenção as novas tecnologias para atender com eficiência toda a demanda. Diante deste cenário, listamos algumas das tecnologias essenciais para o futuro: Aprendizado da Máquina A dinâmica do trabalho na cadeia de suprimentos pede soluções que possam entender a duração dos processos e oferecer recursos para aprimoramento deles. Com o aprendizado da máquina em WMS (Warehouse Management System), é possível determinar o tempo para a conclusão de tarefas a partir da coleta de informações sobre um determinado conjunto de circunstâncias e simulações que se baseiam nesses dados para chegar a medidas mais assertivas, de acordo com as demandas de cada período. Automação Robótica Conforme o comércio online cresce, a cadeia de suprimentos sente a pressão em atender demandas com mais agilidade, diminuindo tempo de entrega e a espera do cliente. Atingir esse alto potencial de produtividade tornou-se um desafio que pode ser superado com sistemas de transportes robóticos, uma nova forma de automação que é um híbrido entre sistemas de transporte já existentes e robôs de roaming. Ele contribui removendo restrições da taxa de transferência e sequenciamento, oferecendo mais produtividade. Inteligência Artificial Com a inteligência artificial, a integração entre os aplicativos de planejamento já existentes ao aprendizado da máquina é mais uma prova de como novas tecnologias estão melhorando o gerenciamento da cadeia de suprimentos, permitindo que as empresas possam desenhar cenários, prevendo possíveis falhas e estejam atentas para corrigi-las. O SAP Integrated Business Planning (SAP IBP) contribui com a detecção das demandas, projetando estatísticas, além de otimizar o estoque ao gerar metas que maximizem os lucros. Internet das Coisas – IoT No transporte, a internet das coisas já faz parte do dia a dia, coletando dados sobre o comportamento dos motoristas, as empresas podem adotar regras e padrões que gerenciem à distância o trabalho desses profissionais, atentando-se a horários de descanso, limites de velocidade, entre outros. Isso também ajudará a planejar a logística de transporte e as metas de prazos e entregas. Diante de tantas soluções que surgem para aprimorar o trabalho no setor de Supply Chain, as empresas precisam rever sua atuação e pensar que essas são soluções que as levarão a um futuro ainda mais lucrativo e produtivo. Fonte: SAP Brasil.