A CEMIG, Companhia Energética de Minas Gerais, é uma das maiores empresas integradas do setor elétrico brasileiro. Além disso, atua em geração, transmissão e distribuição de energia, atende milhões de mineiros e mineiras e é referência em utilities no país. Esse contexto ajuda a explicar a relevância do projeto SAP RISE with SAP para a companhia.
Nesse sentido, a companhia renovou seu ambiente ERP no modelo RISE with SAP, atualizando uma plataforma utilizada desde 1998 para uma arquitetura moderna, conectada e preparada para os próximos desafios do negócio.
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Com mais de 600 mil horas, 150 key users e 2.100 processos mapeados, o projeto integrou sete regionais da CEMIG em uma plataforma única.
Com isso, a entrega criou uma nova sustentação para a operação diária da empresa, com mais governança, informações integradas e uma estrutura capaz de evoluir junto com o negócio.
Como integradora responsável, a Megawork, agora GFT Technologies Company, conduziu a entrega ao lado da CEMIG como integradora responsável nesse contexto. A aquisição pela GFT, por sua vez, fortalece o posicionamento da empresa no ecossistema SAP, especialmente em serviços de migração, suporte e integração.
Por que evoluir: a decisão pela base certa
Na prática, a CEMIG já operava com SAP havia mais de 25 anos. Assim, o desafio não era adotar a plataforma, mas modernizá-la para sustentar uma operação mais articulada, com dados confiáveis e condições de abrir novas frentes de inovação.
Conforme explica Luis Villani, Vice-Presidente de Tecnologia da Informação da CEMIG:
“Estávamos em versões mais antigas. Fomos para uma versão super moderna, que abrange mais áreas, mais funcionalidades, e que permite que a gente comece a ter dados como fonte única da verdade em um único sistema.
Esse é um pré-requisito essencial para que as soluções de inteligência artificial possam nos ajudar e isso é o que vai garantir qualidade de decisão, velocidade de decisão para a empresa.”
Ou seja, a escolha pelo modelo RISE with SAP teve, nesse caso, peso estratégico. Ao longo do projeto, a versão do SAP foi atualizada três vezes, reforçando a importância de um ambiente apto a receber melhorias contínuas.
Segundo Djim Martins, Superintendente de Soluções de TI para o Negócio da CEMIG, esse foi um dos diferenciais:
“A SAP atuou de forma muito proativa. Ela nos força a evoluir constantemente para uma versão mais nova. Durante a etapa cutover e no hypercare, a gente teve o cuidado da SAP realmente próxima. Problemas que detectavam em alguma solução, eles atuavam prontamente.”
O escopo: muito além do ERP
Todos os módulos e submódulos do ERP contemplados, a entrega também foi além do sistema central. O projeto envolveu um conjunto de soluções desenhadas para suportar o negócio de ponta a ponta:
SAP S/4HANA via RISE with SAP
Núcleo do novo ambiente ERP, em nuvem, projetado para conectar processos, dados e áreas de negócio.
SAP Asset Manager
Mobilidade para equipes em campo, apoiando eletricistas de geração, transmissão e distribuição no recebimento e tratamento de ordens de serviço.
SAP Datasphere
Camada de dados responsável por organizar as informações da operação e alimentar dashboards executivos e indicadores estratégicos, apoiando decisões mais ágeis e consistentes.
SAP Analytics Cloud + SAC Planning
Relatórios gerenciais, análise de dados e planejamento orçamentário conectados ao novo ambiente.
SAP Group Reporting
Consolidação contábil e societária com robustez para as áreas de controladoria e gestão.
Suporte às demandas regulatórias do setor elétrico
Estrutura integrada ao S/4HANA para atender obrigações da ANEEL e reduzir o tempo de resposta a demandas regulatórias.
Com essa arquitetura, a modernização também contribui para aproximar processos e áreas em um ambiente unificado, com mais transparência sobre a operação e maior precisão nas informações disponíveis para o negócio.
Veja como o SAP S/4HANA serve líderes de mercado em serviços profissionais.
A atuação da Megawork ao lado do cliente
Durante toda a execução, ficou evidente um ponto destacado pelos executivos da CEMIG: a proximidade da Megawork durante todo o projeto.
Sobretudo, a parceria envolveu mais do que atuação técnica: presença da liderança, acompanhamento contínuo e uma relação próxima com os usuários internos.
De acordo com Luis Villani:
“A presença foi essencial dos proprietários da Megawork, dos diretores. Eles compraram o projeto com a gente, cresceram junto com a gente, e o projeto foi um sucesso.”
Na mesma linha, Djim Martins destacou o lado humano da parceria:
“A equipe da Megawork teve um nível de seriedade muito alto, um jeito de tratar e de lidar com nossos usuários internos muito adequado. O lado humano de tratar as pessoas, para mim, foi o diferencial.”
Por fim, Alexandro Carvalho, Vice-Presidente de Estratégia da Megawork, avalia que o case também marcou uma virada importante na forma de atuação da empresa:
“Praticamente colocamos a equipe dentro da CEMIG para fazer esse projeto.
Além da conquista do projeto em si, também os aprendizados e a capacidade que nos propulsionou no sentido de fazer projetos dessa magnitude, projetos maiores, mais complexos, que carecem de uma expertise técnica, principalmente nos ramos de utilities, que é uma de nossas especialidades.”
Entrada em produção em uma operação crítica
Em entregas desse porte, a entrada em produção exige planejamento, coordenação entre áreas e, por isso, uma gestão cuidadosa da mudança.
No caso da CEMIG, mesmo diante do porte da empresa e da complexidade do sistema, a entrada em produção ocorreu com estabilidade e sem grandes intercorrências. O resultado, assim, reflete o nível de preparação técnica e a coordenação entre as equipes envolvidas.
Em uma operação com milhões de consumidores e responsabilidade regulatória diária, o desempenho reforça a importância de execução alinhada, próxima e bem conduzida.
O que esse projeto significa para o setor elétrico brasileiro
De fato, a relevância do case CEMIG vai além dos números. O setor elétrico brasileiro passa por uma reconfiguração estrutural, impulsionada pela abertura progressiva do mercado livre de energia, pela pressão por evolução tecnológica e, sobretudo, pela necessidade de orientar decisões cada vez mais por dados.
Esse cenário exige que empresas reguladas revisitem suas plataformas de tecnologia, seus modelos de dados e seus processos.
Para competir em um ambiente mais dinâmico, não basta, portanto, ter sistemas funcionando. É preciso contar com uma arquitetura unificada, governada e preparada para sustentar novos serviços, novos modelos de negócio e iniciativas reais de inteligência artificial.
Como aponta Djim Martins:
“No futuro, quando a gente for para o mercado livre de energia, o cliente vai querer vir para a CEMIG porque ela entrega energia com mais qualidade, mas tem serviços mais inteligentes para seus clientes.
E para isso a gente precisa de uma plataforma mais integrada, com dados bem governados, dados em uma plataforma unificada, e com isso a gente consegue inserir a IA para acelerar e ajudar os nossos usuários.”
Fica claro, nesse ponto, que quanto mais organizada e governada for a camada de dados, maior o potencial da empresa para desenvolver serviços, acelerar decisões e aplicar inteligência artificial com consistência.
Ao migrar para uma arquitetura em nuvem com RISE with SAP, a CEMIG passou a contar com uma estrutura tecnológica desenhada para dados, analytics e aplicações de inteligência artificial no negócio.
Uma referência para o setor e para a Megawork
Pela dimensão e complexidade da entrega, o case CEMIG é, sem dúvida, um marco para empresas que estão atualizando ambientes SAP em utilities, energia e operações reguladas.
Também no âmbito público, a entrega foi reconhecida pela CEMIG com o Prêmio Melhores Fornecedores 2026, na categoria Transformação Digital, pela conversão para o SAP S/4HANA conduzida pela parceria.
Esse prêmio reforça, dessa forma, o rigor técnico e a governança aplicados em um projeto de core business para uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro.
Na visão da empresa, a entrega marcou, de fato, um ponto de virada. Alexandro Carvalho completa:
“A Megawork, com a GFT, se torna muito mais robusta, muito mais capacitada e com muito mais condições de encarar projetos dessa magnitude.”
Como resultado, a união entre a experiência da Megawork no ecossistema SAP brasileiro e a presença global da GFT no desenvolvimento de soluções centradas em IA amplia o tipo de parceria que a empresa passa a oferecer ao mercado.
Referência para empresas em momento parecido
Se a sua empresa atua no setor elétrico, em infraestrutura regulada ou em negócios complexos, o case CEMIG mostra como uma renovação SAP pode ir além da troca de sistema.
Essa entrega reforça, sobretudo, uma ideia que tem ganhado peso em grandes organizações: antes da IA, vem a estrutura que permite usá-la bem. Dados integrados, processos governados, sistemas conectados e um ambiente pronto para evoluir com o negócio.
Para empresas que ainda lidam com sistemas legados, pressão por eficiência e necessidade de aplicar IA com consistência, o que a CEMIG fez oferece uma referência concreta. Isso vale especialmente para concessionárias de energia, empresas de geração e transmissão, infraestrutura regulada e indústrias com atuação distribuída.
Esse case mostra uma forma de atuação orientada à construção de valor: ir além da entrega de um sistema e desenvolver, ao lado do cliente, a estrutura que sustenta a próxima década de decisões.
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